domingo, 20 de dezembro de 2009

Nossa Senhora das Graças



Nossa Senhora das Graças

27 de novembro

“Proteges a Igreja da qual és mãe. Velas sobre cada um de teus filhos. Obténs de Deus, para nós todas essas graças simbolizadas pelos raios de luz que irradiam de tuas mãos abertas...” (João Paulo II)

A Santíssima Virgem Maria sempre vem ao encontro de seus filhos, e de diversas maneiras manifesta o seu amor em suas aparições e revelações, através de sua insígnia, o escapulário, o rosário, a santa correia, a medalha milagrosa etc.

O Tempo das Aparições


Abre-se a porta do seminário das Filhas da Caridade, situado a rua “Du Bac” Nº 140, em Paris, era 21 de abril de 1830, e é com grande alegria que a jovem Catarina Labouré da um passo adiante e cruza a porta sem olhar para trás.
O cotidiano de Irmã Catarina em nada distingue das demais irmãs o coração da jovem noviça parece explodir de tamanha alegria por estar ali. Entretanto tem um desejo imenso o de ver Nossa Senhora. Desde a sua infância reza-lhe com tanto fervor...
Na noite de 18 de julho de 1830, às 23:30, estando recolhida, em sua cela quando ouve chamar seu nome por duas vezes, conforme ela descreve: “Acordei, olhei para o lado de onde vinha à voz, afastei a cortina e vi um menino vestido de branco, de 4 ou 5 anos, que me disse ‘vinde à capela a Ssma. Virgem vos espera.’ Vesti-me depressa e dirigi-me para junto do menino e o segui. Ele espalhava claridade por onde passava, a porta da capela se abriu com o tocar da ponta de seus dedos... a capela estava com todas velas acesas. O menino conduziu-me para junto do presbítero... e avisou-me: ‘eis a Santíssima Virgem’! Ei-la! Ouvi um leve ruído, como o frúfru de um vestido de seda... Foi ele sentar-se na cadeira do presidente... então, olhando para a Ssma. Virgem, dei um salto ajoelhei-me nos degraus do altar com as mãos postas nos joelhos da Mãe de Deus... ‘Foi o momento mais feliz da minha vida...!’ Ela me disse como deveria proceder, exclareceu-me em muitas coisas, e recomendou-me buscar aos pés do sacrário, as consolações necessárias...! E desapareceu! Eram 2:00 da madrugada... Não pude mais dormir.”
Durante todo esse tempo, a Ssma. Virgem lembrou Irmã Catarina de que Deus a encarregaria de uma missão... “Haveis de sofrer muito, mas vencereis essas penas.” “Sereis inspirada em vossas orações...” E continuou “Os tempos são maus, desgraças vão cair sobre a França e sobre o mundo... A Cruz será desprezada, o sangue correrá nas ruas... Mas vinde aos pés deste altar aqui as graças serão abundantes para os que a pedirem com fervor.”
No final de julho, violentos tumultos provocaram a queda do Rei Carlos X, o confessor de Catarina tem a confirmação das revelações.
No dia 27 de novembro de 1830, durante a meditação na capela, por volta das 17:30, Irmã Catarina ouve um ruído, novamente como de um frufru eis que contempla a Virgem Maria ela estava, toda de branca, tinha os pés apoiados sobre meio globo e além disso tinha nas mãos um globo que representava o mundo. De repente, Irmã Catarina, percebe em seus dedos anéis engastados de pedras brilhantes e deles saiam raios tambem brilhantes que vinham até os seus pés... “Esses raios são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem!”
Formou-se, então em torno da Virgem uma moldura oval a frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos á vós.”
“Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a trouxeram no pescoço, receberão grande graças!”
Catarina transmite a mensagem ao Pe. Aladel, sobre a medalha, e este revela ao Bispo.
Em 1832, durante uma epidemia de cólera, o Bispo manda cunhar 20.000 medalhas, e as graças começam a serem derramadas, inclusive contendo a doença.
Os moradores de Paris, passam a chamar “A Medalha Milagrosa”.
Irmã Catarina, nada menciona do acontecido, ninguém sabe que foi ela a irmã privilegiada; Catarina só irá revelar a aparição, no final de sua vida; a Irmã Superiora.
Em 1839, mais de 10 milhões de medalhas circulavam pelos cinco continentes, no Brasil a grande propagadora da Medalha Milagrosa foi a Princesa Isabel.
Por intermédio da medalha, Maria deseja fazer-nos conhecer o seu coração convida-nos a ser, não ‘distribuidores’ da medalha, mas a tornar-nos ‘verdadeiras testemunhas’ de seu sorriso.
Os magníficos olhos azuis da Irmã Catarina, após 56 de sua morte, estavam intactos e seu corpo incorrupto.
Os olhos que contemplaram a Virgem Maria, foram preservados da corrupção.


Amém.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Encanto de Belém!


O Encanto de Belém!

Ouve-se no céu o decreto do Deus Altíssimo: Toda a Corte Celeste desceria a terra para reverenciar o filho de Deus, o Salvador do gênero humano, o Santo Menino! Que acabara de nascer.
Partem em direção a terra do rei Davi, Belém de Judá, os Anjos de Deus visitam as mais belas casas, dos mais importantes da cidade; onde encontraremos o Rei dos Reis? Em que palácio teria nascido? A busca é incessante.
Eis que o menor da corte celeste, um anjinho bastante observador ouve o choro de um recém nascido e vai ao encontro do som.
O choro fica mais intenso quando o pequeno anjo afasta-se do centro da cidade, e vai em direção a um complexo de grutas.
Diversas grutas! O choro torna-se mais nítido quando chega à entrada de uma delas; era ali! Justamente naquela que abrigava alguns animais, e era uma estrebaria! O Filho de Deus nasceu aqui? Pensou o pequeno anjo!
Nosso anjinho, feliz pelo encontro, entra na gruta e contempla uma cena de beleza sem igual. O Menino de Belém, o filho do Altíssimo repousa nos braços de sua mãe.
O palácio que abriga o Rei do céu e da terra é uma humilde gruta de pedras. A guarda real é composta de um burrico (Soréc) e uma vaquinha Mocha. O Berço Real é um cocho de madeira, tendo palhas de feno, como colchão e cueiro de algodão como mantas.
O administrador real é José, o Casto esposo da Virgem Maria, e pai adotivo do filho de Deus. Ele foi o escolhido pelo Altíssimo, para prover e proteger a Sagrada Família.
O Menino acorda, e com fome é alimentado com a mais rica das iguarias; o alimento do pequeno Rei é o leite materno de nossa senhora.
Nosso pequeno anjo ao contemplar a cena da amamentação, não se contém e chega mais perto, e prostara-se em humilde adoração.
O anjinho exulta de alegria, e vai ao encontro de toda a corte celeste, conta o que encontrou e de repente um número incontável de anjos faz um imenso cortejo, na porta da gruta. Para reverenciar o Menino de Belém, o Príncipe da Paz e Rei dos Reis.
Saem por toda a terra anunciando o grande acontecimento, o esperado de todas as nações já dorme num presépio de Belém.
“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!”
Descortina-se no céu o maior espetáculo! As estrelas e os astros manifestam a glória de Deus! Céus e a terra cantam sua grandeza.
O Menino veio para ser:
A Esperança dos desesperados,
Alegria dos tristes,
Saúde dos enfermos,
Alimento dos Famintos,
Luz para as trevas,
Caminho para os peregrinos errantes.

O menino de Belém veio para todos, de todos os tempos, de todos os lugares, de todos os credos e de todos os povos, sem distinção.
O menino das palhas, é a ternura de Deus, é a palavra de Deus se que fez carne e veio habitar em nosso meio.
Celebramos o nascimento do Santo Menino Jesus, o aniversário dele e, no entanto em muitos lugares, ele nem é lembrado.
A devoção a infância de Jesus é na verdade uma manifestação de fé adulta e madura. Muitos Santos nutriram pelo Menino Jesus, grande afeição, entre eles: São Francisco de Assis, Santa Tereza D’Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santo Antônio de Pádua entre muitos outros.
Pe. Sleich revela que a conhecida obra literária “O pequeno príncipe” de Antoine da Saint Exupéry, foi inspirada no Menino Jesus. O padre ainda informou que Saint- Exupéry nutria uma sadia devoção ao Menino Jesus de Praga.
O Papa Bento XVI, ao visitar a República Checa, na capital (Praga) realizou como primeiro compromisso a coroação do Menino Jesus de Praga, e lá fez a seguinte oração, lembrando que “O Menino Jesus já era Rei enquanto criança”.
Oremos:

“Ó meu Senhor Jesus,contemplamos-te meninoe cremos que és o Filho de Deus,que se fez homemno seio da Virgem Maria,por obra do Espírito Santo.Tal como em Belém,também nós, com Maria, José,os anjos e os pastores,te adoramos e te reconhecemoscomo nosso único Salvador.Fizeste-te pobrepara nos enriqueceres com a tua pobreza.Concede-nos que nunca esqueçamos os pobresnem todos quantos sofrem.”
Amém

São João Evangelista


São João Evangelista

“Apóstolo e evangelista do amor”
27 de dezembro

“O Senhor Jesus lhe teve predileção e do alto da cruz, quase como testamento, o confiou como filho à Virgem Mãe”.

Da Família de João Evangelista sabemos que era filho de Zebedeu e Maria Salomé, esta era irmã de São Judas Tadeu, de Tiago Menor etc. Tiago Maior era irmão mais velho de João e também discípulo e Apóstolo do Senhor.
Zebedeu e seus filhos viviam da pesca, possuíam algumas embarcações e mantinham um padrão classe média daqueles tempos.
Maria Salomé era filha de Alfeu (Cleófas), irmão de São José (Esposo da Virgem Maria), portanto prima de Jesus. Mulher forte e de grande personalidade, porém de seu coração transbordava ternura e mansidão. Também seguiu Jesus até a Cruz.
João foi discípulo do precursor do Messias, João Batista, junto com seu irmão Tiago, e com os irmãos Simão e André.
Num belo dia, enquanto pregava, João Batista avistou Jesus, que ia ao longe e exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira os pecados do mundo”. João lhes indicou o novo caminho a seguir: Jesus.
Alguns dias depois, Tiago e João estavam consertando as redes quando ouviram o chamado de Jesus. Logo deixaram seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram. (Mc 1, 16-20)
Simão e André lançavam as redes, quando Jesus passou e lhes disse: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens.”
Desde aquele momento foram instituídos como apóstolos escolhidos, Doze ao todo, e preparados pelo próprio Mestre.
Os preferidos dentre os escolhidos eram: “Pedro, Tiago e João”, e foram estes que testemunharam os episódios mais importantes da vida pública de Jesus, como:
-A Ressurreição da filha de Jairo.
-A Transfiguração no Tabor.
-A agonia no horto das oliveiras.
João, por ser o caçula do grupo, sempre esteve muito próximo de Jesus.
O apóstolo Pedro nutria por ele uma afeição quase que filial. Percebemos no livro dos Atos dos Apóstolos, sinais desse afeto, quando lemos que: “Pedro e João foram encarregados de preparar a ceia do Senhor.”
Uma antiga tradição nos diz que: Os Apóstolos quando desejavam saber algo do Mestre, recorriam a João.
O próprio Senhor chamou os irmãos Tiago e João de: “Filhos do Trovão” ou “Boanerges”, tendo em vista o zelo pelo sagrado.

O Devoto Primeiro do Coração de Jesus

Quando o Senhor, na última ceia, revela que dos doze, um irá traí-lo, Pedro faz sinal a João, que estava ao lado do Mestre, para que descubra quem...
Santo Agostinho ao referir-se a esse episódio escreveu: “Que nesse momento, estando tão próximo da fonte da luz, ele absorveu dela os mais altos segredos e mistérios que depois derramaria sobre a Igreja.”
João recosta a cabeça no peito de Jesus, ouve o pulsar incessante e amoroso de seu coração; o coração do Mestre é um manancial de ternura e misericórdia ao instituir o Sacramento da Eucaristia.
O Senhor dá sinais do traidor, e João permanece em silêncio, foi ali que o “Discípulo amado”, fez sua maior experiência com Cristo, o eco das batidas do coração de Jesus, ressoarão em seus ouvidos até seu último suspiro.
Jesus foi para o horto, João foi junto e adormeceu com os outros, não conseguiu vigiar.
Jesus foi preso e João foi ao encontro de Maria, e com ela acompanha a flagelação e crucificação do Mestre. Todos fugiram João sem saber “por que”, permaneceu aos pés da cruz com sua mãe Maria Salomé, sua avó Maria de Cleófas, e Maria Madalena.
Foi ali que João recebeu a sentença do testamento de Jesus, do alto da Cruz que Jesus olhando para João diz: “Filho eis ai tua mãe! E voltando-se para sua mãe - Mulher eis ai teu filho”!
Concluímos que se Jesus tivesse outros irmãos não entregaria sua mãe aos cuidados de João!
João levou Nossa Senhora para sua casa e dela cuidou com responsabilidade, e com zelo filial. O que Jesus tinha de mais precioso, ele confiou aos cuidados de João.
João com os outros Apóstolos, a Mãe do Senhor, e alguns discípulos foram protagonistas do nascimento da Igreja de Jesus Cristo, com a vinda do Espírito Santo o cenáculo.
Quando os apóstolos dispersaram-se pelo mundo, João, de acordo com a tradição partiu para Éfeso (Turquia) e levou consigo a Mãe do Senhor.
Foi à única e inconfundível, a atividade de São João como escritor eclesiástico, como autor de seu evangelho, das suas epístolas e do Apocalipse. O evangelho de João é o mais belo e o mais sublime.
São João tem seu estilo característico que se distingue pela simplicidade, clareza e profundeza. Tudo isso nos parece ser reflexo dele ter sido “O Discípulo predileto do Senhor, e o confidente guardião de Maria Santíssima.”
O que parece claro é que Maria revelou a João tudo aquilo que “ela conservava em seu coração”.
Foi em Patmos mesmo, “arrebatado em êxtase no dia do Senhor”, que João teve visões grandiosas e ouviu mensagens extraordinárias que teriam influência sobre a história da Igreja e sobre toda a cultura ocidental. (Papa Bento XVI)
São João Evangelista bem merece um lugar perto do presépio do Salvador. Qual raio luminoso do céu a sua palavra dissipa as trevas da noite do nascimento de Jesus: “No princípio era o verbo e o verbo estava em Deus, e o verbo era Deus... E o verbo se fez carne e habitou entre nós.”
João foi o único entre os apóstolos a morrer de morte natural com pouco mais de 100 anos. João ainda no fim de seus dias era levado em uma cadeira para a assembléia dos Cristãos e lá repetia muitas vezes: “Filhinhos, Deus é amor”.
Eram tantas as vezes que muitos achavam estar desmemoriado, ao que ele dizia: “Por que é o mandamento do Senhor! Praticar-se isto, é quanto basta!"
São João é representado sempre ao lado de uma águia, dando-nos a entender que o seu evangelho elevou-se o mais alto que pode chegar a nossa humilde compreensão. O vôo da águia alcança as maiores alturas.
João apóstolo do amor!
Roga por nós!
Amém!
Paz e Bem!

Santo Homobono


Santo Homobono

13 de novembro

“Patrono dos alfaiates, costureiras, e dos comerciantes de tecidos”


“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles do contrário, não tereis recompensa junto de vosso pai que está no céu.” (Mateus 6,1)

No ano de 1140, nasceu em Cremona, na Itália, Homobono que significa “homem bom”, filho de um modesto alfaiate e comerciante de tecidos.
Seus pais deram-lhe uma educação esmerada e ensinaram-lhe princípios rígidos de honestidade e moralidade.
Quando chegou a idade de 18 anos, Homobono foi ajudar seus pais no pequeno comércio e iluminado pela graça divina, procurou sempre meditar o versículo do livro do Eclesiástico que diz: “Duas coisas me parecem difíceis e perigosas – dificilmente evitara erros o que negocia.” (Ecl 2,2 8)
Antes do expediente, logo pela manhã fazia suas matinas; assistia a Santa Missa e aí sim abria o comércio com grande alegria. Homobono sempre repetia que: “Sem a benção de Deus nada se faz”, para ele era essa a maior expressão de verdade.
Durante todo o dia zelava para que os tecidos fossem cortados com muito cuidado, evitando assim desperdícios ou prejuízo a quem comprava.
Suas balanças eram cuidadosamente controladas para que correspondessem ao verdadeiro peso nem a mais, nem a menos; sempre o que era justo.
Corretíssimo era em seus compromissos, suas contas eram pagas até com certa antecedência, não admitia que por sua culpa, alguém fosse prejudicado.
Era sempre atencioso e gentil com todos e para com todos tinha um sorriso afetuoso, uma palavra de conforto ou um gesto de carinho.
Os domingos e dias-santo eram guardados com o devido respeito, assistia a Santa Missa, e por algum tempo permanecia junto ao sacrário em adoração.
Para os pais era sempre bom filho e mesmo sendo maior mostrava-se obediente e respeitoso. E foi em obediência que aceitou a esposa que lhe indicaram.
Logo após seu casamento, experimenta a dor da perda de seu pai. Homobono é obrigado a assumir o comando dos negócios da família.
Os pobres, os desvalidos, os esquecidos e marginalizados encontravam em Homobono o amparo necessário, de todos se fez amigo e deles recebeu o título de “Pai dos Pobres”.
Era tudo para todos, levava alegria aos tristes, consolo aos desanimados, amparo aos necessitados, e esperança aos esquecidos e marginalizados.
Sua esposa, não tendo um coração generoso e amável, repreendia Homobono, chamando-o de exagerado. Nutria, ela certo receio de que a liberalidade de Homobono pudesse causar a ruína da família.
Nosso Santo Homobono sofria com os insultos e ofensas de sua esposa, porém em nada mudou com relação às obras de caridade.
Toda a Itália sofreu com o caos econômico, o dinheiro perdera seu valor, todos sentiram os terríveis efeitos da crise, os pobres ainda mais, e era na porta da casa de Homobono que uma multidão se aglomerava em busca do pão.
Num determinado dia, Homobono distribuiu todos os pães, e tudo o que tinha na dispensa. Sem reservar nada para os seus.
A noite sua esposa dirigiu-se a dispensa para se certificar do estrago que o marido fizera e pensando encontrar as prateleiras vazias, assiste estupefata o milagre da multiplicação. Tudo que possuíam antes continuava lá, e ainda em maior quantidade.
Tocada pela graça, ela implora o perdão do marido e de Deus, desde aquela data não só aceitou a generosidade de Homobono, como também o incentivava a fazer mais caridade.
Homobono, era bem conhecido, respeitado e amado por todos em sua cidade e região, sua vida foi marcada por fatos extraordinários, porém santificou-se nos pequenos gestos do dia-a-dia e na simplicidade do cotidiano.
No dia 13 de novembro de 1197, estando Homobono com sua esposa assistindo a Santa Missa é acometido de um mal súbito, e ali une-se aquele que era a razão de sua existência.
Ecoaram os gritos e soluços pelas ruas e praças de Cremona “Morreu o Pai dos Pobres”. Milhares de pessoas vieram ao seu funeral para manifestar gratidão e reconhecimento.
Seu sepultamento foi grandioso e todo o povo, em lágrimas, despedia-se do Santo “Homem Bom”!

Homobono de ti aprendemos que a esmola dada ao pobre não consome a fortuna. Em Provérbio 28,27 lemos que “Quem dá aos pobres não sofrerá necessidade. Quem pratica misericórdia, será abençoado”.
Paz e Bem!

Nossa Senhora do Ó


Nossa Senhora do Ó
18 de dezembro

“O mistério do evangelho é a conceição do verbo no ventre virginal de Maria Ssma; o título da festa é a expectação do parto e desejos da mesma Senhora, de baixo do nome do Ó, e porque o Ó é um circulo, e o ventre virginal outro círculo...” (Pe. Antônio Vieira)

Quando lemos nas escrituras que: “Maria guardava todas as coisas em seu coração” entendemos que a palavra de Deus encontrou eco, desde sempre, no Imaculado Coração de Maria.
O sim de Maria encheu o Céu de Júbilo, o coração de Deus transbordou de alegria, pois a criação teria uma nova e definitiva oportunidade e conforme Santo Agostinho: “Eva chorou,
Maria exultou. A mãe de nossa raça nos trouxe a tristeza; a mãe de Deus a alegria
.”
O cotidiano de Maria em nada mudou com a encarnação do verbo, seus dias foram marcados pelo trabalho silencioso, os afazeres domésticos enchiam o tempo de Nossa Senhora.
Nos momentos de folga, tecia as mantas do enxoval, bordava os modestos cueiros e em cada ponto divagava em seus pensamentos e exclamava conforme nos relata Pe. Antônio Vieira “os desejos da Virgem Santíssima, que todos eram Oh! Quando chegará aquele dia! Oh! Quando chegará aquela ditosa hora, em que veja com meus olhos e em meus braços ao filho de Deus e meu! Oh! Quando... Estes desejos da senhora começaram na concepção e acabaram no parto.”
Segundo alguns autores, a denominação de Nossa Senhora do Ó deriva de ser a letra “O” símbolo de imortalidade e, portanto de Deus, de quem Maria é mãe.
A festa da Expectação do parto da Ssma. Virgem foi instituída por Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, e tinha como objetivo lembrar as alegrias de Maria, em sua doce espera.
“As antífonas do Ó”

Desde o dia 17 de dezembro até o dia 23 do mesmo mês, antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas, são cantadas sete antífonas, uma por dia.
Todas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo Vinde.
Todas estas antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias e tem suas origens por volta do ano 600.
Desde a primeira até a última, Jesus é invocado como sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel. Ex: 17 de dezembro. Ó sabedoria que procede da boca do altíssimo, vós estendei-vos até os confins da terra e tudo dispondes com a fortaleza e benignidade.
-Vinde ensinar-nos o caminho da sabedoria.
O culto e a devoção a Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, veio para o Brasil com os portugueses e aqui a devoção popularizou-se com a freguesia de Nossa Senhora Do Ó em São Paulo.
Geralmente a imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, representa a Virgem Maria com seu ventre sagrado desenvolvido, tendo as mãos sobre o peito, e no ventre encontramos as inscrições J.H.S.
O mais importante, para nós, é lembrar que os Ós de Maria estavam carregados da certeza de estar trazendo em seu ventre, a esperança de um povo.
Ó! Doce certeza, em um mundo de tantas incertezas.
Ó! Feliz, sempre Virgem Maria.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Rainha do Santo Rosário


Rainha do Santo Rosário

7 de Outubro

“Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro do naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais” (Beato Bártolo Longo).


Confeccionado com sementes, conchas, pedras, cristais, madeira, plástico, ouro, prata, perólas preciosas ou não, isso não importa, o que realmente importa, é que, por séculos o Santo Rosário foi manuseado e recitado por sábios e iletrados, camponeses e operários, nobres e governantes, soldados, donas de casa, estudantes, etc; e continua sempre atual e eficaz.
Nosso saudoso Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” nos diz que: “Com ele, o povo Cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor.”

A Coroa de Rosas

Rosarium, no latim quer dizer Jardim de Rosas. No Rosário, cada Ave-Maria é uma rosa espiritual que o devoto oferta a Virgem Maria, confeccionando dessa forma uma coroa simbólica de rosas ou um pequeno chapéu de Rosas(Corona em Italiano e Chapelet em Francês).
Diz-se que na idade média, os vassalos tinham o costume de oferecer a seus soberanos coroas de flores, em sinal de submissão. Os Cristãos adotaram esse uso em honra de Maria.
A tradição nos diz ainda que no século VIII, cantavam os Ave(do anjo Gabriel), acrescentando um mistério da vida de Maria Ssma. chamava-se Akasthistos. Só a partir do século XI, acresentaram a segunda parte da Ave-Maria, ou seja, a saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre.” Por fim no século XV, é que a oração da Ave-Maria foi concluida com a nossa petição após o nome de “Jesus”: “Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte amém”. Porém foi no ano de 1214 que Nossa Senhora inspirou São Domingos de Gusmão a utilizar o Santo Rosário, como meio de pregação para a conversão do hereges Albigenses, no sul da França.
Disse a Ssma Virgem:
-Sabes, meu caro Domingos, de que arma a Ssma. Trindade se serviu para restaurar o mundo? Saiba que a principal arma foi a saudação Angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, prega o meu saltério(antigo nome da Coroa do Rosário).
Nos mosteiros rezava-se os 150 salmos da Bíblia, os irmãos menos instruídos e não sabendo o Latim, substituíram os salmos pelas 150 Aves, e para fazer a contagem dos Ave,
utilizavam grãos, pedras ou faziam nós numa corda.
No século XV, o Cartuxo Adolfo de Essen, introduziu os mistérios, entre as dezenas das Ave-Marias, e o dominicano Alano de La Rouche, completou e definiu as orações e mistérios do Rosário.
No dia 7 de outubro de 1571, o Papa São Pio V celebrou a vitória dos Cristãos sobre os Turcos Mulçumanos, próximo ao porto de lepanto, na entrada do Golfo do Corinto.
São Pio V convoca os Cristãos a unirem-se em oração, a oração do Santo Rosário, implorando o auxílio da Virgem Maria, após a vitória o Papa mandou incluir na ladainha a invocação: “Auxílio dos Cristãos”, e institui a festa de Nossa Senhora do Rosário.
O Advogado Beato Bártolo Longo ergueu no vale de Pompéia um Santuário em honra a Virgem do Rosário e iniciou o Centro Mundial de Difusão do Sto. Rosário em 1873.
Foi no Santuário de Pompéia que o Santo Papa João Paulo II, abriu o ano do Rosário em outubro de 2002, e através da Carta Apóstólica “Rosarium Virginis Mariae”, instituiu os Mistérios Luminosos, e assim sendo o Rosário passou a contar com 200 Ave-Marias, divididas entre os Mistérios: Gozozos, Luminosos, Dolorosos e Gloriosos, e concluiu a carta: “Retomai confiadaemente nas mãos o terço do Rosário”[...] “E que este meu apelo não fique ignorado...”
“Rezai o terço todos os dias”
(Nossa Senhora de Fátima)
Amém
Paz e Bem!

São Judas Tadeu


São Judas Tadeu

28 de Outubro

“Mas vós carrísimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santissíma fé. Orai no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”. (Judas 1,20)

Lemos na escrita de Mateus 13,55 a respeito dos “Irmãos” de Jesus... “Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria tua mãe? Não são teus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” Para muitos, pouco esclarecidos, é a confirmação de que Maria Santissíma teve outro filhos após o nascimento de Jesus. Afinal é o apóstolo que assim afirma.
A mãe de Jesus foi virgem antes, durante, e depois do Parto! Nisso nós cremos e confessamos nossa fé. Todos os irmãos que Jesus teve, foram gerados por Maria aos pés da Cruz, e resgatados com seu sangue precioso, o sangue do Cordeiro, que nos dignificou como filhos de Deus.
Portanto toda a humanidade foi gerada em Maria, aos pés da Cruz, e os ditos “Irmãos” Jesus.
No hebraico não existem palavras apropriadas para designar “Irmão, Tio, Sobrinho”, então para qualquer parentesco usa-se a palavra “Irmão”. Lemos em (Gn 13,8) “Rogo-te que não haja discórdia entre mim e ti pois somos irmãos”, discutiam Abraão e Lot, que era respectivamente Tio e Sobrinho.
Os pais de Judas, Tiago e Simão; na verdade eram Cleófas ou Alfeu que é a mesma pessoa, e que era irmão de São José, e Maria, a Maria de Cleófas que estava com a Mãe de Jesus aos pés da Cruz, chamada de “Irmã de sua Mãe” (Jo 19,25) é na verdade concunhada de Nossa Senhora.
O irmão de São Judas também foi chamado por Jesus para ser apóstolo: São Tiago Menor. Dois de seus sobrinhos que eram filhos de sua Irmã Maria Salomé, casada com Zebedeu, foram igualmente chamados por Jesus eram eles: São Tiago Maior e São João Evangelista.
Diz também a tradição que seu pai Cleófas, era um dos discípulos, a quem o Senhor aparaceu no dia da Ressureição a caminho de Emaus.
No evangelho de São João 14,22 , há um episódio em que Jesus estava revelando aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia uma especial manifestação de si próprio, quando São Judas Tadeu perguntou: “Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?” Jesus lhe respondeu, afirmando que teriam a manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor.
Por esse fato, São Judas demonstra sua generosa compaixão por toda a humanidade, querendo que todos se salvem.
Com a descida do Espírito Santo no cenáculo, os apóstolos sentiram-se revigorados na fé, e com um novo entusiasmo saem para anunciar o evangelho, testemunhando Jesus Cristo, se preciso fosse, com a própria vida.
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16,15)
São Judas Tadeu dirigiu-se para a Síria, Mesopotânia e Armênia. Nicéforo grande historiado, diz que ele morreu martirizado em Edessa, a golpe de machado. Seus restos mortais repousam na Basílica de São Pedro em Roma.
Por ter sido martirizado a golpes de machado, São Judas Tadeu é representado segurando um machado e a palavra de Deus. Morreu pelo evangelho.
Em todo o mundo São Judas Tadeu é invocado e venerado, muitos devotos o tem como patrono nos casos desesperados e nas causas impossíveis.
São Judas Tadeu é o patrono dos servidores públicos, rogamos que a seu exemplo nos tornemos mais santos.

Oremos

São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo, eu te saúdo e louvo pela fidelidade e amor com que cumpriste tua missão.
Chamado e enviado por Jesus, Tu és uma das doze colunas que sustentam a verdadeira Igreja fundada por Jesus. Inúmeras pessoas, imitando teu exemplo e auxiliadas pela tua intercessão, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos e descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal.
Quero imitar-te, glorioso Santo, comprometendo-me com Cristo em com sua Igreja, por um decidida conversão a Deus e ao próximo, especialmente o mais pobre, e com isso convertido(a) assumirei a missão de viver e anunciar o evangelho, como membro consciente da Santa Igreja.
Espero assim, alcançar de Deus, as graças de que necessito nesta terra e poder, um dia, gozar das eternas alegrias no Céu.
São Judas, eu conto com tua poderosa intercessão.
Roga por mim, junto ao Senhor!
Amém!

Paz e Bem

domingo, 13 de setembro de 2009

São Vicente de Paulo



São Vicente de Paulo
“O Apóstolo da Caridade”.

27 de Setembro

“Nasceste da família mais humilde, mas tua origem preparou-te para a glória e a pobreza de tua infância obscura fez-te capaz de ser o Pai dos Pobres.”

Na Pequena aldeia de Pooy, perto da cidade de Dax ao Sul da França, nasceu o terceiro, dos seis filhos do casal de João de Paulo e Bertranda de Morais, era o dia 24 de abril de 1581, no mesmo dia foi batizado e recebeu o nome de Vicente, que quer dizer “Vencedor do Mal”.
Vicente, assim como seus irmãos, foram instruídos por sua mãe e dela também receberam o ensino religioso.
Desde muito cedo Vicente trabalhou com pastor de ovelhas e de porcos, seus irmãos mais velho ajudavam os pais na lavoura.
A piedade e a religiosidade marcaram o nosso pequeno pastor; em frente a sua casa tinha um grande Pé-de-Carvalho e nele formou-se um buraco que Vicente colocou uma pequena imagem da Virgem Maria e onde, diariamente, se ajoelhava e fazia suas orações.
Sua inteligência e piedade, logo chamaram a atenção do vigário, que aconselhou seus pais a permitirem que ele entrasse na escola.
Foi matriculado em um colégio religioso de Franciscanos na cidade de Dax e lá fez os estudos básicos. Os estudos teológicos foram feitos na universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600, estava com 19 anos, e aos 23 recebe o título de doutor em Teologia.
Pe. Vicente era muito estimado por todos, e seus sermões edificavam os seus ouvintes. Uma rica viúva que gostava de ouvir as sua pregações, ciente de que ele era muito pobre, deixou para ele uma herança, uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ao regressar o barco que estava foi aprisionado pelos piratas turcos, os passageiros foram levados para Turquia e lá vendidos com escravos.
Pe. Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou para o poder de seu sobrinho que o vendeu a um fazendeiro.
Depois de algum tempo é libertado pelo fazendeiro e retorna para França, e lá em Avinhas, hospeda-se na casa do Vice-Legado do Papa e com ele vai para Roma, lá estuda e se forma e Direito Canônico.
Pe. Vicente retorna a França a pedido do Papa para levar um documento sigiloso ao Rei e pelo Rei foi escolhido como Capelão da Rainha. Seu serviço era atender os menos favorecidos, levando o alimento material e espiritual a todos os necessitados. Visitava diariamente os hospitais, presídios, escolas etc.
O ambiente no palácio era por demais luxuoso e Pe. Vicente pediu a Rainha para ir morar numa pensão.
Com o passar do tempo Pe. Vicente conhece o Pe. Berulle, e este logo foi nomeado Bispo de Paris. Pe. Vicente foi indicado para assumir uma pobre paróquia no subúrbio de Paris; lá criou a confraria do Rosário para que seus confrades visitassem os doentes diariamente.
O Bispo Dom Berulle indica o Pe. Vicente para dar formação aos filhos do general das Galeras, assim com atender os colonos e trabalhadores de suas propriedades.
Foi residir no Palácio dos Gondi, e lá morou por 5 anos, e com auxílio da Senhora de Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade, sendo que a primeira cuidaria da evangelização dos pobres camponeses e a confraria da caridade daria assistência espiritual e corporal aos doentes menos favorecidos, era o ano de 1618.
Muitos homens, inclusive muito jovens seguem Pe. Vicente, que exige de seus filhos espirituais pregações simples e ternura em seus corações. Pe. Vicente recebe um leprosário que estava vazio, para residência de seus padres.
Somente em 1633 a ordem recebeu o reconhecimento , a bula do Papa Urbano VIII. Pe. Vicente sempre tinha um olhar de ternura e carinho para com as crianças abandonadas, os velhos esquecidos e marginalizados, os pobres e doentes, além dos encarcerados. Durante sua vida fundou grandes obras, que até hoje estão a serviço da humanidade.
Em 1633, encontra-se com a viúva Luísa de Marilac e com ela funda a Confraria das Irmãs da Caridade. Muitas damas da sociedade unem-se a nova ordem, e juntas formam um exército de voluntárias que saem pelas ruas, para visitar os presos, os idosos desamparados e principalmente as crianças jogadas nas ruas e nas sargetas da intolerância.
O Serviço Social nasce de ideais de Pe. Vicente e Luísa de Marilac; que juntos recolhem fortunas dos ricos e as distribuem para necessidades dos seus assistidos.
Em 1648, Pe. Vicente envia seus coirmãos, para as primeiras missões em Madagáscar.
Pe. Vicente dizia que: “Jamais devemos perder de vista o divino modelo! É preciso ver Jesus Cristo no pobre, e ver no pobre a imagem de Cristo.”
Na madrugada de 27 de setembro de 1660, Pe. Vicente com seus quase 80 anos e uma vida cheia de lutas, conquistas e doações, entrega nas mãos do dispensador de nossas vidas, a sua própria vida. Pe. Vicente gastou-se por amor...
Seu sepultamento foi marcado pelas lágrimas de gratidão de tantos orfãos que o tiveram por pai, de tantos idosos que o tiveram por filho, de tantos doentes que o tiveram como remédio e de tantos encarcerados que o tiveram como advogado, conselheiro e amigo.
Foi canonizado em 1737, e em 1885 é declarado o Patrono de todas as obras de caridade da Igreja.
São Vicente, a tua presença no mundo, através de teus filhos e filhas espirituais, é o que o faz ser mais e melhor.
Louvemos a Deus, pelas maravilhas realizadas em seus Santos e Santas.
Amém
Paz e Bem!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

São Cosme e Damião


São Cosme e Damião

27 de Setembro

“Honra o médico por causa da necessidade, pois foi o altíssimo quem o criou. Toda medicina provém de Deus..., a ciência do médico o eleva em honra.”
(Eclo 38, 1-3)

Pelo ano 303 na cidade de Egéia, na Arábia, nasceram os gêmeos Cosme e Damião, filhos de nobres árabes; Dona Teodata, mulher piedosa e de grandes virtudes, transmite aos filhos os vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.
O nome Cosme vem de “Cosmos” – no grego: Puro, e Damião – “Damianus”: “Mão do Senhor” segundo a tradição. Nossos gêmeos foram educados e instruídos pelos grandes mestres da Síria e lá especializaram-se nas ciências e na medicina.
Os ensinamentos cristãos de sua Mãe, aliados a arte de curar e de aliviar os sofrimentos alheios, fizeram de nossos jovens médicos, um testemunho de amor e dedicação aos irmãos.
Os gêmeos médicos eram muito requisitados pelos pagãos, que neles encontravam um sopro de esperança e um alento nos sofrimentos.
Cosme e Damião não perdiam a oportunidade de falar de Jesus Cristo, o Médico dos Médicos, e de seu evangelho, assim aliavam a cura do corpo e da alma.
A admiração dos pagãos crescia ainda mais, vendo que os médicos Cristãos, não aceitavam a mínima gratificação, eram outras as riquezas que atraiam: “Almas para Deus.”
Incontáveis conversões foram testemunhadas, graças ao empenho e a dedicação de Cosme e Damião. As curas aconteciam de várias formas sendo até mesmo de formas extraordinárias, era o poder de Jesus sendo manifestado através de seus servos fiéis.
Durante muitos anos viveram os médicos como missionários na Cilícia. O empenho e a fama dos dois chamaram a atenção de autoridades, e uma das primeiras medidas do governador Lígias, quando chegou a a Cilícia, foi ordenar a prisão dos gêmeos, que lhe foram indicados como inimigos das divindades pagãs.
O então governador Lígias dizia cumprir ordens do imperador Diocleciano que nutria um ódio mortal contra os Cristãos.
Citados perante o tribunal de Lígías, este os interpelou sobre o exercício da profissão e sobre algumas denúncias maldosas de prática de feitiçaria.
Cosme e Damião estavam sendo acusados de exercer a medicina gratuitamente, e isto, estava causando incômodo a alguns mercenários da medicina.
Responderam as acusações dizendo:
-Curamos as doenças – mais em nome do Senhor Jesus Cristo, do que pelo valor de nossos conhecimentos e ciência.
Lígias respondeu furioso:
-É preciso que adoreis aos Deuses, sob pena de cruel tortura!
Novamente respoderam eles:
-Teus deuses não tem poder nenhum; nós adoramos o criador do céu e da terra, e nele depositamos nossa confiança.
Nossos gêmeos médicos foram submetidos aos cruéis tormentos para faze-los negar a fé e renegar a Jesus Cristo.
Vendo o governador que nada os fazia mudar de ideia, ordenou que fossem decapitados, e assim martirizados os médicos da gratuidade, os gêmeos da bondade e da caridade.
Os corpos Cosme e Damião, foram carregados por uma centena de amigos, pacientes e admiradores que por eles nutriam grande respeito e veneração
Depois de algum tempo, os restos mortais foram levados para a Síria, numa cidade chamada Cyra, e lá construiram uma Igreja em homenagem aos dois.
Em Constantinopla foi construída outra Igreja em honra aos mártires, por determinação do Imperador Justiniano I, que por eles foi favorecido em grave doença.
Parte das relíquias de nossos santos encontram-se em Roma e parte em Munique, no altar da Igreja de São Miguel.
Nossos Santos foram sempre muito festejados, são padroeiros dos médicos e farmacêuticos. Algumas crendices lhes são atribuidas, porém devemos guardar como exemplo de suas vidas é o zelo pelos que sofrem e o despeendimento dos bens materiais.
Oremos:
São Cosme e São Damião, por amor a Deus e ao próximo, vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes. Abençoai pois, os médicos e farmacêuticos. Medicai meu corpo na doença e fortalecei meu espírito contra todos os tipos de supertição.
Amém.Paz e Bem!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nossa Senhora das Mercês


Nossa Senhora das Mercês

24 de Setembro

Nobre senhora, és poderosa do filho sobre o coração; por ti quem ora, confiante dele consegue a salvação”.

“... Na Prisão e te fomos visitar” (Mt 25,39). Os Apóstolos ouviram a explanação de Jesus, sobre o Juízo Final, e por certo nunca mais esqueceram. A começar pelo mestre, em seguida os apóstolos, discípulos e tantos outros que experimentaram a privação da liberdade por causa do evangelho.
Todos os sofrimentos físicos e morais do cativeiro, deixavam sequelas graves naqueles que tinham, a desgraça de cair nas mãos dos inimigos. Sempre, e em todos os momentos da história da humanidade, encontramos a úlcera dolorosa dos cativeiros de cunho religioso, politíco, e até mesmo de ideais.
O Homem pode encarcerar o corpo físico, porém nunca os pensamentos, os ideais, as convicções politícas e religiosas, estes permanecem livres de todo e qualquer tipo de algemas.
As incontáveis guerras entre Mouros e Cristãos na Península Ibérica, a partir do ano de 711, foram, sem dúvida o placo dos cativeiros. O fanatismo e a intransigênca religiosa proporcionaram sofrimentos aos cativos de ambas partes.
Surgiram a partir do século XII o movimento das Cruzadas como um esforço coletivo, para defesa da Lei de Cristo. Foi neste período que surgiram as irmandades e confrarias estabelecidas, com a finalidade de arrecadar fundos para libertar os cativos.
Foi neste período que o jovem frânces Pedro Nolasco, estabelecendo-se em Barcelona uniu-se a alguns jovens de fé firme e corações generosos, cujos propósitos
seriam; negociar a libertação dos cativos em poder dos Mouros. Cada jovem, associado colocaria seus próprios bens a serviço da causa dos encarcerados e solicitariam dos fiéis e das Igrejas uma oferta anual; “A esmola dos cativos.”

“A Inspiração de Maria

Pedro Nolasco recebeu do céu, através de Maria Santíssima, o que ele mesmo considerou, e depois dele, toda a sua ordem, como a verdadeira revelação do futuro de sua Fraternidade.
Era noite de 1º a 2 de agosto de 1218, estando em oração Pedro Nolasco viu claro que sua associação redentora necessitava do respaldo público e solene Rei Jaime I.
Nesta mesma noite Pedro Nolasco ouviu da Ssma. Virgem: “Deus deseja que se estabeleça uma congregação religiosa para o resgate dos cativos.” Pedro Nolasco foi no dia seguinte ao encontro de seu confessor Pe. Raimundo de Penaforte, que lhe contou ter tido a mesma revelação na noite anterior. Ambos ainda atonitos foram ao Rei Dom Jaime I de Aragão pedir apoio, e ouviram com assombro a mesma revelação de que o Rei tivera na noite anterior da Virgem Maria.
Foram ao Papa, e dele obtiveram a benção, certos de que esta era a vontade de Deus deram ínicio a obra.
Dom Jaime I mandou construir o convento, enquanto Pe. Raimundo Penaforte elaborava os estatutos, Pedro Nolasco foi o primeiro comandante geral da mílica.
Era o dia 24 de Setembro quando Pedro Nolasco e os companheiros professaram votos solenes, assim estava fundada a Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos, fizeram dos votos de pobreza, obediência e castidade, além de tornar-se esravos, se fosse necessário, para salvar os prisioneiros.
Hoje são outras as escravidões: consumismo, comodismo, individualismo, desemprego, vícios, fome, violência, insegurança, desagregação familiar etc. Que a Virgem das Mercês, que nos deu grande Mercê, seu filho Jesus, interceda por nós, nos ajude a superar nossas escravidões.
Amém
Paz e Bem!

domingo, 16 de agosto de 2009

Irmão Sol, Irmão Lua


Sábado, 15 de Agosto de 2009





Irmão Sol, Irmã Lua.





video

Santa Clara e São Francisco de Assis, rogai por nós!

(vídeo do youtube)



segunda-feira, 10 de agosto de 2009

São Lourenço


São Lourenço
Diácono e Martír

10 de agosto

“ Louvamos teu martirio, Lourenço, Santo irmão, pedindo que da igreja escutes a oração.” (Liturgia das horas).

No livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 6, vemos a preocupação dos mesmos quanto ao crescimento do número dos discípulos, convocaram uma reunião e expuseram sua angústias, dizendo: “Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus para administrar.” (Servir as mesas) pois muitos dos discipulos gregos queixavam-se que suas viúvas, estavam sendo esquecidas e negligenciadas pelos hebreus.
Foram escolhidos entre os irmãos, homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para administrar o cuidado com os pobres, orfãos e viúvas ... Ou seja o tesouro precioso do Senhor.
Estes homens foram chamados de Diáconos.

O patrono dos Diáconos

Astro de primeira grandeza, brilha o nome de São Lourenço no firmamento da Igreja Primitiva.
O nome Lourenço é o mesmo que Laureamtenens, querendo dizer “Coroa feita de Louro”, como a que antigamente os vencedores recebiam após suas vitórias. Lourenço obteve a vitória em sua paixão.
Assim como o Pé de louro, ou seja suas folhas servem para dissolver cálculos, curar infecções dos ouvidos e evitar raios, Lourenço quebra o coração endurecido, devolve a audição espiritual e proteje os condenados de injustas sentenças.
O Diácono Lourenço, de Origem espanhola, foi levado a Roma pelo bem-aventurado Sisto II, em Roma nosso Diácono foi incubido de administrar os bens da Igreja e socorrer os pobres que eram mantidos pela mesma.
O cruel Imperador Valeriano, determinou uma acirrada perseguição a Igreja, seus bispos, sacerdotes e diáconos, e uma das primeiras vítimas foi o Papa Sisto II, este sofreu o martírio em 258. Lourenço acompanhou-o até o lugar do suplício, e com os olhos marejados de lágrimas disse-lhe: “Meu pai, para onde vás sem vosso filho? Para onde o Santo Padre, sem o vosso diácono? Jamais oferecestes o sacrifício, sem que eu vos acolitasse? em que vos desagradei? Encontrastes em mim alguma infidelidade?”
O Papa, comovido com estas palavras de dedicação filial, respondeu: “Não te abandono, meu filho! Deus reservou-te provação maior e vitória mais brilhante, pois és jovem e forte; velhice e fraqueza fazem com que tenham pena de mim; daqui a três dias me seguirás.” Tendo assim falado, deu ao jovem diácono instruções sobre os tesouros da Igreja, aconselhando que os repartisse entre os pobres.
Lourenço atento a solicitação do Santo Padre, procurou todos os pobres, viúvas e orfãos da Igreja e entre eles repartiu o dinheiro que havia. Objetos de outro, prata, como pedras preciosas, vasos sagrados de grande valor, tudo foi vendido e com o dinheiro sustentou os milhares de pobres da Igreja.
Quando o prefeito da cidade teve conhecimento dos grandes tesouros da Igreja e de que Lourenço era o administrador, mandou chamar-lo em sua presença e disse-lhe: “Nada de ti exijo, que não seja possível realizar. Soube que vossos sacerdotes se servem em vasos de ouro e prata em vossas celebrações e que usais velas de cera, colocadas em castiçais de ouro. Soube, também, que vossa Igreja ordena dar a Cesar o que é de Cesar; trazei-me, pois, todos estes objetos, de que o imperador precisa.”É verdade, - replicou Lourenço, - a Igreja é rica, mais rica que o Imperador. Concedei-me o prazo necessário, e tudo será arranjado em tempo.” O Prefeito supondo tratar-se de riquezas materiais deu-lhe de boa vontade o prazo de três dias.
Lourenço correndo contra o tempo, foi ao encontro de todos os pobres, viúvas, orfãos, cegos, surdos, mudos, paralíticos, peregrinos e desamparados, para que no terceiro dia estivessem todos à porta da Igreja.
No dia e hora marcados, todos em grande multidão, comparaceram à porta da Igreja. Lourenço convidou o Prefeito para inspecionar os tesouros da Igreja e apontou para a multidão reunida: “Eis os tesouros da Igreja : os míseros que levam com resignação a cruz de cada dia, carregam o ouro da virtude; são as almas prediletas do Senhor que valem muito mais que pedras preciosas.”
O Prefeito vendo-se enganado e iludido, cheio de ódio falou: “É assim que te atreves a ludibriar as Autoridades Reais Romanas? Miserável! Se o teu desejo é morrer, pois bem, hás de morrer, mas uma morte longa e cruel.” Deu a ordem para que Lourenço fosse cruelmente açoitado.
Finalmente mandou que trouxessem uma grelha, que foi posta sobre brasas.
O Santo foi despido e colocado sobre a grelha incandescente.
Santo Ambrósio escreveu que eu rosto brilhava como um fogo divino,e de seu corpo exalava um suave perfume que inebriava a todos.
Lourenço demostrava uma paz inigualável; seus lábios esboçavam um discreto sorriso; e com mansidão disse ao Juiz: “Se desejares, podeis dar ordem para que me virem, pois já estou bastante assado deste lado!”
O Santo mártir rezava pela conversão de Roma, cidade eterna regada com o sangue dos apóstolos Pedro e Paulo. Seus útimos momentos foram de louvor e adoração; era o dia 10 de agosto de 258.
São Prudêncio era da opinião que a conversão de Roma, foi fruto do martírio de São Lourenço.
São Leão assim expressou seu martírio: “As chamas não puderam vencer a caridade de Cristo; e o fogo que queimava por fora foi mais fraco do que aquele que lhe ardia por dentro.”
Que o exemplo de São Lourenço nos inspire sempre a pratica da caridade verdadeira e perfeita.

São Roque


São Roque
Protetor contra pestes e epidemias
16 de agosto


“... Olho para direita e vejo: não há ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio ninguém que se interesse pela minha vida, eu vos chamo Senhor, vós sois meu refúgio, sois meu quinhão na terra dos vivos. Atendei o meu clamor...” (Salmo 141, 5-7)

Montpellier, na França, foi no ano de 1295, cenário e berço do nascimento de um de seus mais ilustres filhos; Roque! O nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, aguardavam com ansiedade a chegada dessa criança, era afinal, uma benção desejada.
Roque foi levado a pia Batismal, já nos primeiros dias de vida; sua mãe Libéria, era mulher virtuosa, mulher de fé e piedosa, que via naquele frágil bebê, um sinal de amor de Deus.
O pequeno Roque teve uma educação primorosa, estudou nos melhores colégios e herdou de sua mãe os mais vivos sentimentos de fé, e vida de oração.
Quando completou vinte anos, foi duramente provado com a morte repentina de seus pais, vendo-se sozinho e com uma herança invejável, sentiu em seu coração um forte apelo ao despojamento. Dispos de todos os seus bens móveis em favor dos mais necessitados e os imóveis foram entregues aos cuidados de seu tio; Roque em condições de pobre peregrino, dirigiu-se a Roma.
Quando Roque chegou a Aguapendente, na Toscana, um terrível epidemia (Peste Negra) se alastrava, e nosso jovem peregrino ofereceu-se prontamente para tratar dos doentes que lotavam as enfermarias dos hospitais.
De Aguapendente seguiu para Caesena e Rimini, por toda parte onde chegava o jovem Roque, via-se desaparecer a terrível epidemia, como que a fugir do Santo.
Foi em Roma que a caridade de Roque achou um novo campo de ação, dedicando-se durante 3 anos, ao tratamento dos pobres e abandonados doentes. Depois voltou aos lugares onde já tinha estado, e seu zêlo escolhia entre os mais doentes, mais abonados, sempre nutrindo o desejo ardente de poder oferecer a Deus o sacrifício da vida.
Por vária vezes foi provado pela doença e em todas, o Senhor conservou-lhe a vida, no que todos reconheceram uma especial proteção Divina.
Na Itália, Roque conheceu o carisma franciscano e fez votos na Ordem Terceira, como irmão penitente.
Restabelecidas as forças, Roque seguiu para Piacenza, onde a Peste dizimava a população. Com uma abnegação, que lhe era peculiar, dedicou-se ao serviço de enfermeiro no hospital, sendo também atingido pelo terrível mal. Após um sono profundo, foi acometido duma febre violenta e atormentado por uma dor fortíssima na perna esquerda, causando-lhe uma terrivel chaga.
Roque aceitou a doença, como uma Graça Divina, as dores chegaram, porém, a tal ponto que fizeram chorar e gritar continuamente.
Em pouco tempo, Roque, viu-se abandonado e desprezado por todos, decidiu em seu coração, não se tornar um peso para ninguém. Com muito custo arrastou-se até um bosque e lá acomodou-se em uma cabana abandonada.
Confiando no Senhor e entregando-se a sua Divina Providência, Roque experimentou o amor de Deus, que todos os dias enviava um cão para alimentá-lo, trazendo um pão tirado da mesa do Fidalgo Gottardo.
Certa manhã Gottardo, observando as atitudes do cão, resolveu segui-lo e qual não foi sua surpresa ao encontra-lo na choupana em companhia de Roque. Assim todos descobriram o paradeiro do Santo.
Gottardo ficou algum tempo em companhia de Roque e este, sentindo-se restabelecido de sua forças decidiu voltar para sua terra natal.
A França, por aquele tempo, estava em guerra, e assim se explica que Roque, lá chegando fosse tomado por espião.
O sofrimento e a dor tinham deixado marcas significativas em seu rosto, em seu corpo, que até o próprio Tio, que era o juiz da cidade, não o reconheceu e condenou-o à prisão.
Toda essa humilhação, Roque aceitou sem protesto algum, e todas as injustiças sofridas, ofereceu por amor a Jesus e pela conversão dos pecadores.
Por cinco anos permanceu encarcerado sem que ninguém o reconhecesse foi acometido por uma grave e terminal enfermidade, lá no cárcere recebeu os Santos Sacramentos.
Confessou sua identidade ao Sacerdote, exalava de seu corpo um suave perfume de santidade que se-espalhou por todo o presídio, Roque com seus 32 anos, entregou sua santa alma ao Senhor humilde e silenciosamente, era o ano de 1327.
(O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuido foi a cura do seu carceireiro, que se chamava Justino e era manco de uma perna. Ao tocar no corpo de Roque, para verificar se estaria morto realemente, sentindo algo estranho percebeu sua perna milagrosamente curada).
Seu sepultamento, foi marcado por muitas honras e grandes milagres, agora reconhecido com nobre filho de Montpelier. Tempos mais tarde seus restos mortais foram transladados para Veneza, onde seus devotos lhe erigiram um belo templo.
Assegura-se que por intercessão de São Roque, muitas cidades foram poupadas da peste, entre elas Constança, na ocasião em que dentro dos muros se lhe reunia o grande concílio, em 1414.
O povo católico sempre nutriu especial confiança em devoção a São Roque e venera-o como padroeiro poderoso contra epidemias.
Será que não está a hora do povo Católico se unir em oração e clamar a intercessão de São Roque, junto ao Senhor, para que a “Gripe A”, seja definitivamente extinta. Devemos sempre acreditar, o Senhor tudo pode.
Para alcançar a vida eterna é necessária a prática da virtude. Em São Roque temos o modelo de homem virtuoso de fato.
Os Santos são setas que nos indicam o caminho que é Jesus, a verdade de Jesus e a vida que está em Jesus.
Oração a São Roque
São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na dor. São Roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas. Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento. São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da doenças e do perigos.
Amém.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Os Leigos e as Ordens Terceiras(Seculares)


Os Leigos e as Ordens Terceiras(Seculares)

“Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do Dom de Cristo... é por ele que todo o corpo é coordenado e unido por conexões, que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme à atividade que lhe é própria” (Efésios 4, 7-16).

Quando alguém se consagra a Deus, está na verdade declarando-se servo(a) do Senhor e servo é aquele que se coloca à inteira disposição de seu Senhor em todas as circunstâncias; a consagração, portanto, é um convite de Deus que provoca um gesto humano. O despreendimento e a gratuidade são duas exigências do Evangelho para quem se consagra.
Maria é o modelo perfeito da vida consagrada, da vida cristã: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se...”.
Para o renomado canonista, Dom Roberto Paes, bispo auxiliar de Niterói, o leigo consagrado e o consagrado secular não se separam do mundo, isto é comum para os dois, mas enquanto um pertence ao estado da vida consagrada, o outro não.
Conclui que o leigo consagrado, a partir do estado laical visa um compromisso para ser melhor leigo, mas o ser é laical. Já o consagrado secular faz uma profissão que torna diferente seu estado de vida na Igreja. Sua consagração é vivida no mundo, mas o substancial é que é um consagrado.

As Ordens Terceiras

As Ordens Terceiras são associações de leigos católicos (podendo tambem, fazer parte sacerdotes diocesanos), vinculados às tradicionais ordens religiosas que despontaram na Idade Média, tais como Franciscanos, Carmelitas, Dominicanos, etc... e que desejavam viver o evangelho em plenitude.
O primeiro fundador a pensar em um regra de vida para leigos ou seja uma terceira ordem foi Francisco de Assis, em 1221, e o primeiro casal a receber a regra e professá-la foi São Luchésio e Buonadona.
Leigos casados, solteiros viúvos, reis, rainhas, gente do povo, de todas as classes e idades, que sentiam, em seus corações, um desejo imenso de consagrar a Deus suas vidas, permancendo no mundo e junto dos seus.
A Ordem Franciscana Secular, a partir do ano de 1978, recebeu das mãos do saudoso Papa Paulo VI, a nova regra, em vigor até os dias de hoje.
Os franciscanos seculares vivem no mundo os desafios cotidianos, tendo por alicerces “a Palavra de Deus” e os escritos do Seráfico Francisco de Assis.
Ainda hoje ecoam em nossos ouvidos e corações a exortação do Papa João Paulo II, quando do Capítulo Geral de 2002, disse: “Vós, Franciscanos Seculares, viveis por vocação a pertença à Igreja e à sociedade, como realidades inseparáveis. Por isso, é-vos pedido, antes de mais nada, o testemunho pessoal no ambiente onde viveis”.
No mundo e na história tivemos como franciscanos seculares: Luis da França, Santa Isabel da Hungria, Princesa Isabel, Papa Leão XIII, Papa Pio X, Papa Bento XV, Dom Hélder Câmara, Chiara Lubich, Presidente Tancredo Neves, etc.

Seguimos Jesus nos passos de São Francisco de Assis!

Paz e Bem!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Santo Inácio Loyola


Santo Inácio Loyola
31 de Julho
“Fundador dos Jesuitas”

“Nosso canto celebra a Inácio, de um exército de heróis comandante, general que os soldados anima com palavras e atos, constante”. (Lt. horas)

O ano de 1491 marcou para sempre a história do célebre Castelo de Loyola, que fica localizado nas proximidades da cidade de Azpeitia, na Biscania, em Espanha
No requinte da nobreza espanhola nasceu Iñigo López de Oñaz y Loyola, o 13º filho de Ibañez de Oñaz y Loyola e Marina Sáchez de Licona, tinha 6 irmãos e 6 irmãs.
O Lar numeroso do nobre senhor Ibañez estava alicersado em sólidos principios morais e cristãos. Aos 6 anos Inácio experimenta a dor da perda de sua Mãe e aos 16 do velho pai.
Com a morte de seu Pai, Inácio parte para Arévalo com propósito de trabalhar com pagem do tesoureiro real Juan Velasquez de Cuéllar, e assim terminar seus estudos
Aos 27 com a morte de Fidalgo Juan, ficou a serviço do Duque de Nájera, Vice-Rei-de-Navarra, e assim começa os feitos do nobre cavaleiro de Loyola.
Quanda a capital de Navarra, Pamplona, foi atacada pelos franceses, o corajoso Inácio com mais uma centena de soldados, defenderam a cidade rejeitando a rendição.
Foi nesta ocasião que Inácio faz sua primeira experência de fé, vê a morte muito de perto e o seu coração Cristão pensa em Deus. No dia 20 de maio de 1521, foi gravemente ferido, uma bala de canhão estilhaçou sua perna direita e em partes a esquerda. Só então a cidade de rendeu.
Os franceses reconheceram a valentia do nobre cavaleiro Inácio e o levaram de volta ao Castelo de Loyola onde receberia toda atenção e tratamento adequados.
Ao perceber que sua perna estava curta, uma da outra, e que o osso tinha soldado de forma errada, não teve dúvidas, pediu que serrassem o osso, sem anestesía, e endireitassem a perna.
Sabendo do risco da cirurgia, pediu para receber a unção dos enfermos, e como era muito devoto de São Pedro, rezou-lhe com devoção e na vigília de sua festa, 28 de junho, já estava fora de perigo.
O tempo que passou, em recuperação no Castelo de Loyola, entreteu-se lendo a vida dos Santos, e a cada dia o Senhor lhe dava sinais claros de sua missão.
Foi justamente neste período, que sem saber e ao fazer algumas anotações num caderno, estava editando o seu célebre Liuzo - “exercícios espirituais” que foi sendo completado ao longo de sua vida.
Numa noite, ajoelhado e em preces, diante da imagem de Nossa Senhora, tomou a resolução de se entregar todo e para sempre ao serviço de Deus. Suas preces são ouvidas e dias mais tarde, apareceu-lhe a Ssma. Virgem com o Menino Jesus nos braços, e a sorri confirma o seu próposito.
Já restabelecido, embora manco, deixa o Castelo de seus pais em Loyola, e vai ao encontro daquele que é a nova razão da sua vida.
Era o ano de 1522 Inácio parte em direção ao Santuário da Virgem de Monteserrat.
No Santuário de Monteserrat, depois de 3 dias fez uma confissão geral de sua vida e lá deixou sua mula.
As vésperas da Festa da Anunciação em 24 de março de 1522 deu a um mendigo seus trajes de rico cavaleiro e vestiu-se de peregrino com uma tosca túnica, um bordão e uma cabaça.
Foi no altar na Virgem de Monteserrat que Inácio passou a noite, fazendo a sua velada de armas como cavaleiro de Deus e entregou o punhal e a espada como oferta votiva a Nossa Senhora.
No dia seguinte dirigi-se a pé para Manresa, onde se aloja no Hospital de Santa Luzia, como um pobre mendigo, vivendo de esmolas.
Foi em Manresa que teve através das longas horas de oração e penitência, sua experiência mística. Confessava-se todas as semanas e diariamente participava da Eucarístia, teve varias visões de Jesus e Maria, foi agraciado com revelações do mistério da Ssma. Trinidade.
Em 1523 foi como peregrino a Terra Santa, visitou os locais santificados pelo seu Senhor, descobriu que Jerusalém é todo mundo, Jesus vive em todo mundo e todo mundo necessita da luz de Jesus...
Inácio retorna à Espanha e se estabeleceu em Barcelona, pois desejava retomar seus estudos. No ano de 1526 foi para a Universidade de Alcalá, e lá trabalha com os pobres, ensinando a doutrina Cristã e orientando os Cristãos através dos seus “exercícios espirituais”.
Alguns jovens, sentem-se inspirados por seus ideal, vestem-se da mesma forma e caminham como peregrinos. Atendendo ao Bispo de Toledo em julho de 1527 vai para Salamanca estudar porém é acusado de pregar a doutrina, sendo preso por 20 dias em uma cela suja e insalubre.
Foi para Paris em 1528, mendigou para custear seus estudos na Universidade de Sorbona lá encontrou na universidade dois jovens que apiravam grandes coisas, eram eles Pedro Fabro e Francisco Xavier.
Um forte desejo os anima, Pedro Fabro é o primeiro a ordenar-se sacerdote, e no dia 15 de agosto de 1534, Festa da Assunção de Maria, o pequeno grupo de amigos, Inácio de Loyola, Nicolau Bobadilha, Pedro Fabro, Diogo Lainez, Simão Rodrigues, Alfonso Salméron e Francisco Xavier, reuniram-se na capela dos Mártires de Montmarte e na eucarisitia celebrada por Pedro Fabro, antes da comunhão e diante da Hóstia Santa, fizeram os votos de pobreza, de castidade, e de peregrinação a Terra Santa.
O grupo foi a Roma, e em audiência com o Papa Paulo III Recebem dele a benção, a licença para ordenação sacerdotal, e assim foram ordenados em Veneza no dia 24 de junho de 1537. Combinaram entre si, que quando lhes perguntassem quem eram, responderiam; “Companheiros de Jesus”.
Inácio de Loyola, permaneceu em Roma com seus companheiros, e lá socorriam os pobres, os marginalizados e os esquecidos.
No dia 27 de setembro de 1540, o Papa Paulo III, confirma por escrito, a aprovação da Nova Ordem: “A Companhia de Jesus” os Jesuítas.
Pe. Inácio é escolhido Geral da ordem com o lema “Para maior glória de Deus”. Viviam da eucaristia, e de horas intermináveis de orações.
No Ano de 1551, fundou o Colégio Romano a atual Universidade Gregoriana. Em 1549, enviou Pe. Manuel da Nóbrega e mais cinco companheiros para o Brasil e em 1553 envia o Pe. José de Anchieta.
Pe Inácio, a cada dia, sentia suas forças esgotarem-se, os problemas se agravaram, e devido a um sério problema de vesícula, veio a falecer em 31 de julho de 1156, com 65 anos; suas últimas palavras; “Ó meu Deus”.
A “A Companhia de Jesus” no ano de sua morte contava com 1000 companheiros, 10 casas e 12 provincias.
Foi beatificado pelo Papa Paulo V em 1609 e canonizado a 12 de março de 1622 junto com Francisco Xavier.
“Tomai Senhor, e recebei, Toda a minha liberdade, a minha mémoria, o meu entendimentos e toda minha vontade. Tudo o que tenho e tudo o que possuo vós me destes. A vós, senhor, o restituo. Tudo é vosso...” (Sto Inácio de Loyola)
“Tudo para maior glória de Deus”.Amém!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Caridade e a Igreja


A Caridade e a Igreja

“Por ora subsistem A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE - As tres, Porem a maior delas é a Caridade”(1Cor 13,13)

A caridade é o nome Cristão do amor e que tem uma dimensão transcendente. Santo Agostinho foi muito além em sua definição dizendo; “Se vês caridade, vês a trindade”. Isso nos leva a entender que depois da efusão do Espirito Santo, a força que leva o Cristão a amar não é apenas, a capacidade de sua natureza, mas o próprio amor trinitário infundido pela graça do batismo.
Sabemos que pela graça do batismo fomos enxertados no corpo místico de Cristo, a Igreja. O batismo sela o Cristão com um sinal espiritual e indelével de sua pertença a Cristo. É também pela graça do batismo que as virtudes da fé, da esperança e da caridade, são infundidas, por Deus, na alma dos fiéis para torna-los capazes de agir como seus filhos.
Podemos dizer que a fe é a virtude que nos dá o conhecimento certo de Deus, assim tambem a Caridade é o verdadeiro amor de Deus.
A Caridade é o “Vinculo da Perfeiçao”(Cl.3,14), ela é benevolencia para com todos , indulgencia para as imperfeiçoes dos outros e perdão das ofensas; ela é manifestada e provada não somente com palavras mas tambem com açoes concretas. Santo Antonio de Padua assim definiu a virtude da caridade: “O ouro é puro e brilhante. A Caridade deve ser pura para Deus e brilhante para o proximo.”
Podemos dizer que a verdedeira caridade é silenciosa, não faz alarde e nem propaganda de seus feitos, oculta-se na sombra daquele que é a origem de todo bem! São Paulo nos diz que a caridade é o fundamento das outras virtudes, e que ela anima, inspira e ordena: sem ela “Nada Sou” e “Nada me aproveita”.
Cristo nos apresenta o perfeito modelo de caridade na parábola do bom samaritano e seguindo seu exemplo, devemos ir ao encontro daqueles que perderam a esperança e ficaram esquecidos a beira do caminho, a margem de tudo e de todos.
Devemos fixar, a cada dia, nosso olhar no crucificado e nele contemplar seus membros feridos e dilacerados, ouvir os gemidos de tantos irmãos sem voz e sem vez, que gritam a fome, o cárcere o leito da dor e da injustiça.
É na Cruz do Senhor que encontramos a manifestação maior da caridade, e nela poderiamos colocar as palavras de São Paulo “tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13,12)
A caridade cristã nasce do coração transpassado de Jesus que é todo amor, ela é a essência da própria Igreja.
Nosso Papa Bento XVI assim descreve um aspecto da caridade em sua encíclica “Caritas Est” (Deus é amor): “Para a Igreja, a caridade não é um especie de atividade de assistência social que poderia mesmo deixar a outros, mas pertence a sua natureza, é expressão irrenunciavel da sua própria essência”.
Certo dia, Dom Helder Câmara caminhando pelas ruas do Recife, passou por um cego que pedia esmolas. Sem dizer nada colocou uma cédula na bandeja... o cego gritou –
“ Dom Helder, venha cá!”.(Pelo tato, havia descoberto o valor da cédula...) e disse: “complete a caridade: me dê um abraço!”
“... Se não tiver caridade de nada me aproveita” (São Paulo)

Amém
Paz e bem

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Santo Antônio de Pádua


Nosso Querido e Amado
“Santo Antônio de Pádua”

13 de Junho

“Dois foram os caminhos de Jesus Cristo, o primeiro desde o pai até Maria. Este caminho se chama caridade. O segundo, desde a Mãe até o mundo. Este caminho se chama humildade.” (Sto. Antonio de Pádua)

“Se Milagres desejais, recorrei a Santo Antonio...”
Ouve-se esta prece, da boca e do coração, de seus fiéis devotos que nunca se cansam de a ele recorrer; Ele! O nosso Santo Antonio de Pádua, querido e amado!
Poderiamos dizer que o Brasil, por ter sido colônia portuguesa, desde os seus primórdios aprendeu a amar e render culto ao Santo português; Antônio de Pádua e de Lisboa. Incontavéis são as paróquias, Igrejas, capelas, asilos, orfanatos, colégios, creches e também cidades que o tem como patrono. Em milhares de Igrejas, no Brasil e no mundo em todas as terças-feiras são celebradas as trezenas de Sto. Antônio com a benção dos pães, um belo gesto de amor e gratidão!
Conforme uma antiga tradição, no dia 15 de agosto de 1195 nascia na majestosa Lisboa, o filho de Martinho de Bulhões e de D. Teresa de Távora.
O pequeno que vinha ao mundo em berço nobre, recebe na pia batismal o nome de Fernando de Bulhões.
Fernando, desde a mais tenra idade, esteve aos cuidados dos clérigos da catedral e aos 7 anos ingressou na escola episcopal da Sé de Lisboa. Aos 15 anos, o jovem Fernando ingressou no Mosteiro de São Vicente de Fora, por sentir-se inclinado a abraçar a vida religiosa, e lá decide-se receber o hábito de Cônego regular da Ordem de Santo de Agostinho.
Nosso Jovem Fernando era dotado de uma inteligência invejável, gostava do recolhimento e da meditação, o que o levou a pedir transferência para o mosteiro de Coimbra.
O Cônego Fernando recebeu no Mosteiro de Coimbra a visita de cinco frades peregrinos, da recém fundada Ordem de Francisco de Assis. Os frades missionarios estavam a caminho do Marrocos para lá anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, nos idos anos de 1219.
Um ano após, ou seja 1220, chega ao Mosteiro de Coimbra apenas os restos mortais dos cinco frades franciscanos que foram martirizados no Marrocos, fato este que fez o jovem Fernando decidir-se por abraçar a Ordem Franciscana.
Pediu licença aos superiores e ingressou na nova Ordem, tomando o nome de Frei Antônio.
Frei Antônio manifestou seu desejo de ir também para as missões no Marrocos e assim com mais um frade, partiram para a evangelização dos maometanos.
Tão logo chegaram ao Marrocos, Frei Antônio adoeceu de tal forma, que dia-a-dia era consumido de suas forças e assim aconselhado pelos cristãos do Marrocos, decide volta para Portugal. As grandes tempestades marítimas levaram a embarcação dos frades para ás Costas da Sicília, e lá, logo recuperou-se de sua saúde.
Na Sicília ninguém conhecia Frei Antônio, seus estudos elevados, sua inteligência invejável. Frei Antônio em tudo se mostrava humilde, simples, obediente e modesto.
No ano de 1221 houve em Assis o famoso Capítulo das Esteiras. Todos os frades, aproximadamente uns 3.000 (Três Mil) reuniram-se para ouvir o fundador Francisco de Assis, o pobrezinho de Assis exortava e aconselhava seus filhos com ternura e amor, Frei Antônio estava lá com os demais frades. Dali partiu para a Romanha com Frei Graciano, para um eremitério, onde no silêncio imitava, o Mestre Jesus, oculto do mundo sendo preparado por Deus.
Frei Antônio passou um ano naquele retiro onde trabalhava com alegria; os trabalhos doméstivos, o cuidado com os irmãos doentes, as meditações eram o seu mundo. Porém, Frei Antônio foi convidado a fazer um sermão, e por obediência aceitou.
Os confrades ficaram vivamente impressionados com a eloquência e a oratória daquele que imaginavam ser pouco inteligente, pois em momento algum Antônio revelou a seus nobres e graduados estudos eclesiasticos com os Agostinianos. Frei Antônio começou a grande missão a que fora chamado pelo Altíssimo: a de pregador e sua fama espalhou-se pela Itália. Sua pregação aliava a simplicidade de Francisco, à erudição das sagradas escrituras. Quando subia ao púlpito para pregar, transformava-se, chegou a pregar para uma platéia de 30000(trinta mil) pessoas e todas em profundo silêncio e atenção.
Falava na linguagem que o povo entendia, seu poder de convicção era infalivel. Muitos milagres acontenciam durante as pregações desmascarava heresias, denunciava erros e injustiças.
Em 1225 viajou para a França, para combater os hereges e foi extraordinaria a sua atuação. Frei Antônio, a pedido de Francisco de Assis, tornou-se o primeiro professor de Teologia da Ordem Franciscana, assim Frei Antônio ensinava a sagrada teologia dentro dos príncipios da pobreza e simplicidade de Francisco.
Profundo conhecedor das escrituras, Antônio, segundo relatos, citava textos inteiros da Bíblia e os explicava com toda a sabedoria divina. Sua memória era prodigiosa, chegou a ser chamado pelo Santo Padre “Arca do Testamento”.
Em Pádua, Frei Antônio denunciava a exploração dos juros altos que levavam tantas pessoas e casas de comércio a falência. Consta que o nosso Santo influiu, pessoalmente em uma lei de 15 de março de 1231 que dizia: “que ninguém seja detido no cárcere por dívidas presentes, passadas e futuras, desde que renuncie a seus bens.”
Sempre preocupado em promover não somente a elevação do homem a Deus, Frei Antônio se dedicava as obras assistenciais sentia necessidade de prover as carências humanas e o auxílio necessário aos menos favorecidos da sociedade.
O Pão-de-Santo-Antônio é ainda hoje um símbolo de sua luta. A Pia União de Santo Antônio é também o resultado de suas aspirações.Antônio possuia o dom da bilocação, milagres incontáveis aconteciam por sua intercessão, restituidor dos objetos perdidos, etc...
Nosso Santo interferiu numa lei injusta que proibia o casamento entre pobres e ricos pois o amor deveria unir os jovens pelo sacramento do matrimônio.
Frei Antônio pregava exaustivamente, seus jejuns e penitencias eram austeros e diarios pois para ele o evangelho e a conversão dos pecadores estava acima de todas comodidades.
Na Quaresma de 1231, Frei Antônio atendeu milhares de confissões, pregou sem trégua a palavra de Deus. As conversões eram em massa, seus esforços contiuos esgotaram sua frágil saúde.
No dia 13 de junho de 1231, Frei Antônio que estava em Campo San Piero, ao descer para o almoço, sentiu-se mal. Em seguida pediu para ir para Pádua; no caminho sua sáude piorou e pararam em Arcela.
Suas forças se esgotaram, recorreu a Virgem Maria, recebeu a unção dos enfermos, acompanhou os frades no canto dos Salmos Penitênciais e com os olhos fixos no alto exclamou:”Vejo o Senhor!”, e ali adormeceu Nosso Santo, extasiado da graça do Senhor.
Frei Antônio tinha 44 anos e morreu de hidropsia (Barriga da Água).
Seu sepultamento foi uma apoteose e o seu processo de canonização o mais rápido da história da Igreja. No dia 30 de maio de 1232 menos de 1(um) ano de falecimento, Frei Antônio era elevado á honra dos altares denominando-se assim: “Santo Antônio de Pádua e Lisboa”.

Como ele era?

Dizem os historiadores que tinha aproxidamente 1,70 de altura. Possuia Crânio oval, rosto longo estreito, olhos encavados, mãos longas e dedos finos.
No ano de 1987, quando foram examinados seus restos mortais varias conclusões chegaram os médicos e cientistas, exemplo: A estatura óssea de Santo Antônio apresenta três pequenas anomalias; o calcanhar tem deformações ósseas típicas dos grandes caminheiros; os joelhos possuem o “calo de camelo”; isto é, uma deformação óssea comum a quem fica muito tempo ajoelhado. Por fim a Órbita ocular é esponjosa, sinal de subnutrição de adulto, fruto de muitos jejuns.
Que Nosso Santo nos inspire sempre um porfundo amor a Crisro e ao anúncio do evangelho.

Antônio dos Milagres,
Do pão-aos pobres, rogai,
Pros bem-casados, olhai,
Os objetos perdidos, encontrai,
Pelos desempregados, clamai,
Os pobres e famintos, alimentai,
Os noivos e namorados, abrençoai,
Pelos endividados, orai,
O Santo Evangelho, ensinai,
E para Jesus, nos levai!
Amém,
Paz e Bem!

Imaculado Coração de Maria




“Imaculado Coração de Maria”
20 de Junho


“O Meu coração exulta no senhor, meu Salvador”.

Quando celebramos a festa do Imaculado Coração de Maria; saboreamos a insondável bondade de Deus que desejou amar com um coração humano, um coração da Virgem de Nazaré.
Foi no coração Imaculado de Maria, que o Senhor encontrou um espaço transbordante de santidade, beleza e doação total.
O Coração de Maria é fonte de graças e virtudes, devemos contempla-lo e imita-lo na entrega total aos designos de Deus! Faça-se!
É verdade que de uma forma ou de outra aprendemos a amar, e é sobretudo com os pais e na familia, que aprendemos os mais diversos sinais de amor.
Quantas vezes Jesus recostado no colo de sua mãe, adormece com pulsar do coração Imaculado e amoroso de sua mãe.
Maria ao mostrar-nos o seu coração é sobretudo a vida que ela mostra. Ela quer ensinar-nos que o amor repara os pecados, reanima a esperança, leva á vida, une, constrói, perdoa, santifica, defende os pequeninos e liberta os humilhados.
São Lucas nos lembra que era no Coração de Maria que todas as coisas estavam conservadas, ou seja guardadas! As lembranças do Sim, do nascimento, da infância, da juventude e da missâo do filho de Deus, que era seu menino!

A Celebração

Liturgicamente a festa do Imaculado Coração de Maria deve ser celebrada no sábado seguinte ao segundo domingo de Pentecostes.
Os Santos Padres, mistícos da idade média, os teólogos e os ascetas dos séculos seguintes foram todos grandes devotos do Coração de Maria assim como do Coração de Jesus.
Porém foi São João Eudes(1601-1680) o grande promotor do culto litúrigco que se devia tornar em devoção e patrimônio dos fiéis.
Esta festa tornou-se pública de 1648 entrando assim na liturgia comun, e a partir daí, muitos bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto ao coração de Maria.
Porém devemos entender que foi sobretudo a partir das aparições da Virgem Maria em Fátima, que a devoção tomou grande impulso, conforme escreveu o Cardeal Cerejeira: “A Missão especial de Fátima é a divulgação no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria.”
No dia 13 de junho, em Fátima, a Senhora apresenta o Coração circundad de espinhos pedindo a reparação e pronunciando estas palavras “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.”
...Vistes o inferno, para onde vãos as pobres almas dos pecadores...
-Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.

No dia 4 de Maio de 1944, o Papa Pio XII ordenou que esta festa fosse observada em toda Igreja para obter a intercessão de Maria para: A paz entre as nações, a liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores e o amor pela pureza e pelas virtudes.
Dois anos mais tarde o mesmo Papa Pio XII consagra o genero humano ao Imaculado Coração de Maria .
No dia 25 de março de 1984, portanto há 25 anos atrás, o então Papa João Paulo II realizou na Basílica de São Pedro, acompanhado por uma multidão de mais de 150 mil peregrinos e diante da imagem da Virgem peregrina de Fátima, vinda de Portugal, proferiu a solene consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria em união espiritual com os bispos do mundo inteiro.
João Paulo II na ocasião, pediu a Nossa Senhora que livrasse a humanidade da fome, das guerras, e de todos males.
Nas aparições da Virgem Maria á Irmã Lucia, na Espanha ela pede reparação pelas ofensas, rezar pela conversão dos pecadores, confessando, comungando, e recitando o Santo Terço ao longo de cinco meses seguidos e sempre no primeiro sábado do mês.
Nosso Papa Bento XVI, assim nos exorta sobre a devoção: “Vemos que o coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo filho; isto é vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santissima Trindade.”
Que os Corações unidos de Jesus e Maria sejam nossa salvação.

Paz e Bem!

domingo, 24 de maio de 2009

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Senhora e Mãe do Perpétuo Socorro

27 de Junho

“Louvada, amada, invocada, bendita eternamente sejais, ó Senhora do Perpétuo Socorro, minha esperança, meu amor, minha mãe, minha felicidade e vida minha. Assim seja.” (Sto. Afonso Maria de Ligório).

Em milhares de igrejas espalhadas pelo mundo inteiro, nas quartas-feiras, tradicionalmente, se realiza a novena em honra a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que teve início no dia 11 de Julho de 1922 nos Estados Unidos.
Vários nomes foram dados a esse quadro: Virgem da Paixão”, “A Madona de Ouro”, “A Mãe dos Lares Católicos”, “A Mãe dos Missionários Redentoristas”. O nome escolhido pela própria Virgem Maria é “Mãe do Perpétuo Socorro”. É também o nome pelo qual o Papa Pio IX pediu aos missionários redentoristas que a fizessem conhecida no mundo inteiro. Sua história é a história de como Deus orienta os acontecimentos humanos para os desígnios divinos.
Pouco se sabe sobre o autor e a origem do quadro da Virgem do Perpétuo Socorro, o que se imagina é que tenha sido pintado por um artista grego, devido às inscrições, na parte superior do quadro, onde temos as letras gregas que significam “Mãe de Deus”
O que mais nos impressiona no quadro é a figura do menino, que encontra no colo de sua mãe o seu socorro. No quadro, o Menino Jesus contempla um dos anjos, que respectivamente seguram nas mãos os instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros da Paixão e Morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos.
Ao correr para os braços de sua mãe, o Menino Jesus deixa dependurado o cadarço de sua sandália, a nos indicar que até mesmo no último momento devemos estar ligados a ele e a sua Mãe, como o definitivo socorro.
Quanto a Maria, seu olhar é grandioso a nos fitar com ternura, ela toma as mãozinhas do seu menino e nos apresenta como seu e o nosso Perpétuo Socorro.
Segundo uma antiga tradição, o quadro é uma pintura em estilo bizantino, e é também uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas evangelista, que além de médico e escritor, era pintor.
Conta-se que um rico comerciante em viagem pela região da Ilha de Creta, ao contemplar o quadro em uma igreja, não se conteve, e o furtou trazendo-o para Roma. O fato deixou a população da ilha entristecida.
Quando o comerciante faleceu a Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava o quadro em casa. Nossa Senhora pediu que o quadro fosse entronizado na Igreja de São Mateus e que lá fosse invocada como mãe do Perpétuo Socorro.
Esteve o milagroso quadro em poder dos Agostianos, depois dos Redentoristas, e, no ano de 1866, foi introduzido na igreja de Sto. Afonso. O Santo Padre Papa Pio IV recomendou aos filhos de Santo Afonso Maria de Ligório(Redentoristas): “Fazei que o mundo conheça o Perpétuo Socorro”.
No Brasil, a devoção chegou no ano de 1893 e à nossa cidade de Itajaí, em 1972.
O quadro por si só fala mais que muitos livros; incontáveis são os favores daquela expressão de fé, e manifestação do perpétuo amor de Deus.
“Elevo meus olhos para o monte de onde virá o meu socorro [...] o meu socorro vem do Senhor...”.
Paz e Bem!

domingo, 3 de maio de 2009

Nossa Senhora Auxiliadora



Nossa Senhora Auxiliadora
24 de maio


“Auxiliadora, Virgem Formosa,
dos pequeninos, Mãe dadivosa,
de mil tormentas entre o furor,
teus filhos salva, astro de amor.


O Arcanjo Gabriel ao levar a mensagem de Deus à Virgem Maria, apenas trocou um paraíso por outro. A alma de Maria era como um oceano de graça quase sem praias, sem horizontes, sem limites.
A Virgem Maria é como um precioso diamante cravado na aliança entre Deus e os homens, anunciando as núpcias do céu com a terra.
Durante o diálogo da Anunciação do Anjo Gabriel com a Virgem Maria, um silêncio se fez no céu, a Trindade Santissima com toda a corte celeste aguardava, ansiosa, a resposta da jovem Maria, e ao ouvirem o seu sim, trombetas anunciaram com grande júbilo da obediência e a vitória da mulher sobre a serpente. O Salvador estava para chegar; a humanidade ganhava uma poderosissima auxiliadora, a Virgem concebida sem pecado, a Arca da Nova Aliança, o Primeiro Sacrário de Jesus na terra.

A Auxiliadora


Os antigos romanos chamavam “Auxilia” as tropas aliadas que combatiam com suas legiões. Assim o nome “Auxilia”, evoca lutas em campos de batalha, onde a vida se pode tornar heroismo em defesa de um ideal.
A Igreja aqui na terra é também uma milicia; e os cristãos lutam pela defesa e pela propagação da fé. Nossa Senhora é o seu auxílio no combate e é terrivel com um exército em ordem de batalha.
No século XVI, foi ameaçador o dominio do Mediterrâneo pela força naval dos Turcos.
O Papa São Pio V conseguiu unir a Espanha com Veneza, sob o comando de João da Áustria e, em 1571 no Estreito de Lepanto, destrui-se totalmente a força naval da Turquia. Durante a batalha o Papa rezava, com toda a sua corte, o rosário de Nossa Senhora. Depois da vitória, o Papa São Pio V, mandou incluir a Ladainha Lauretana a invocação de Maria “Auxílio dos Cristãos”.
Napoleão Bonaparte deportou o Papa Pio VII de Roma, que ficou prisioneiro na França entre 1809-1814. Tendo experimentado o poderoso auxílio da Mãe de Deus, quando recuperou a liberdade, Pio VII decretou a celebração da festa com o título Auxílio dos Cristãos, no dia 24 de maio do Ano Litúrgico.
O Papa Pio IX exaltou a figura de Maria quando promulgou o dogma da Imaculada Conceição(Ineffabilis Dei, 1854) com estas palavras: “Maria é fidelíssima auxiliadora e poderosissima mediadora e reconciliadora de toda terra junto a seu Filho Unigênito
A invocação “Auxílio dos Cristãos” é a forma pública e social da mediação que a Santissima Virgem exerce não só a favor de pessoas, instituições e países, mas tambem para o bem de toda a Igreja Católica e do Santo Padre o Papa, principalmente nos momentos mais trágicos da humanidade e nos períodos mais dificéis da Santa Igreja


“A Auxiliadora de Dom Bosco” (1815-1888)

São João Bosco, desde o colo materno, nutria pela Virgem Maria, uma devoção filial e de total confiança. Aos nove anos tem um sonho profético de sua missão, em que o próprio Cristo lhe diz: “Eu te darei a mestra, sob cuja doutrina podes tornar-te sábio, e sem a qual todo o saber torna-se estultice”.
São João Bosco colocou a invocação Auxilio dos Cristãos, sob o titulo de Nossa Senhora Auxiliadora, no centro da espiritualidade de suas congregações recém-fundadas.
Dom Bosco, homem de sonhos e de uma visão de futuro sem par! Dom Bosco homem de oração e trabalho, incansável pela salvação de almas, pelo bem –estar e o crescimento integral de seus jovens, religioso que acreditou na juventude e por ela gastou sua existência.
Dom Bosco nada atribuía à si mesmo, e sempre dizia: “Foi Maria quem tudo fez!”
O Papa Pio IX em 1868 escrevia a Dom Bosco, em ocasião da consagração do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, exaltando o patrocínio de Maria sobre a Igreja e o Pontificie.
O João XXIII recorria a “Maria Auxiliadora” e a invocava no discurso inaugural do Concílio Ecumênico Vaticano II. O mesmo fez Paulo VI.
À todos que recorriam a Dom Bosco em suas dificuldades e ele com uma confiança inigualável, recomendava a novena a Virgem Auxiliadora que constitia de 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias, 3 Glórias ao Pai, acrescentando a Jaculatória: “Graças e louvores se dêem a todo momento, aos Santissímo e Divinissimo Sacramento, 3 Salve-Rainhas, acresentando a invocação: Maria Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós, durante nove dias, e oferecer alguma colaboração para obras caritivas.”
Na Basílica o maior monumento é a belíssima pintura sobre o altar-mor, com sete metros de altura por quatro de largura, do pintor Lorenzone, ladeada por uma bela moldura dourada. Nela a Virgem Auxiliadora é representada em toda a sua realeza ladeada pelos Apóstolos e Evagengelhistas.
A Associação de Maria Auxiliadora fundada por S.João Bosco “para promover a veneração do Santissimo Sacramento e a devoção a Maria Auxílio dos Cristãos” canonicamente ereta no santuario de Maria Auxiliadora de Turim, no dia 18 de Abril de 1869 e ereta em Arquiconfraria por Sua Santidade o Papa Pio IX no dia 5 de Abril de 1870, pertence a familia Salesiana.
A Igreja espalhada pelo mundo inteiro, recorre à Virgem Auxiliadora dos Cristãos, os fiéis recorrem à Mãe em suas necessidade e no céu ela não deixa de interceder por todos junto ao coração de seu Filho Jesus.
Louvo e agradeço a Deus pela familia Salesiana presente em Itajai, no Colégio Salesiano, Parque e Paróquia Dom Bosco e as filhas de Maria Auxiliadora, do Lar Pe. Jacó, que mantém acesa a chama de tão singular devoção.
Paz e Bem
Márcio Antônio Reiser O.F.S