quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Padre Cícero Romão Batista


Padre Cícero Romão Batista

“O Santo do Sertão Nordestino”

O Brasil com suas características próprias, acolhe desde os primórdios de sua história as mais diversas manifestações religiosas. Somos um país católico onde a religiosidade popular é mais forte e poderosa que os poderes constituídos.
A Vida do Padim Ciço é um misto de fé e poder, um sertanejo carismático que por sua bondade e determinação, organiza uma comunidade e nela exerce o Ministério Sacerdotal e de líder político.

Quem foi Cícero Romão Batista?


Nasceu no Crato (Ceará) no dia 24 de Março de 1844, seus pais eram Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana (D. Quinô).
O pequeno Cícero com seis anos de idade iniciou os seus estudos com o Prof. Rufino de Alcântara Montezuma.
Os estudos eram a paixão de Cícero, nutria uma grande afinidade com os livros, a vida dos Santos e dos Mártires o encantavam. Aos doze anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales, fez voto de castidade.
Quando completou dezesseis anos no ano de 1860, foi matriculado no Colégio do Padre Inácio de Souza Rolim, em Cajazeiras – Paraíba. Lá permaneceu somente por dois anos, tendo em vista a morte inesperada do seu pai no ano de 1862.
Cícero é obrigado a voltar para casa, para cuidar de sua mãe e suas irmãs solteiras, além do pequeno comércio deixado pelo pai.
As dificuldades aumentaram, a família passou por grandes apertos, e somente em 1865, Cícero foi para o Seminário de Fortaleza com a ajuda do Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno que era seu padrinho de Crisma.
Foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870 e retornou ao Crato aguardando a definição do Bispo sobre seu destino.
Padre Cícero foi convidado pelo Prof. Semeão Correia de Macedo para visitar o Juazeiro (então pertencente ao Crato), para celebrar a Missa do Galo no Natal de 1871.
Foi amor a primeira vista, a pequena Juazeiro encantou-se com a oratória do jovem Padre de 28 anos, estatura baixa, pele branca, cabelos claros e olhos azuis. A recíproca foi verdadeira.
Em Abril de 1872, Padre Cícero chega com a família para fixar residência naquele pequeno aglomerado de casas de Taipa e uma pequena capelinha dedicada a Nossa Senhora das Dores.
O Ardente desejo de evangelizar aquele povo humilde que lhe fora confiado, fez do Padre Cícero um incansável missionário, pregando, visitando, exortando. Era todo um trabalho Pastoral que precisava ser feito.
Padre Cícero exerce sobre o povo de Juazeiro um domínio absoluto, toda a população o tem como amigo e conselheiro, a base de todo o seu trabalho foi à família.
No dia 10 de março de 1889, um fato fora do comum transformou a vida de Juazeiro e á vida do Padre Cícero para sempre.
Naquele dia ao distribuir a comunhão aos fiéis durante a Santa Missa, Padre Cícero foi surpreendido com o fato da Beata Maria de Araújo, ao receber a hóstia consagrada, não pode engolir, pois a mesma transformara-se em sangue.
O fato repetiu-se outras vezes, e o povo achou que se tratava de derramamento do sangue de Jesus. Todas as toalhas com as quais limpavam a boca da Beata e que ficaram manchadas de Sangue passaram a ser objeto de veneração popular
Apesar de toda a cautela de Padre Cícero o povoado passou a ser alvo de peregrinação e da especulação de toda a imprensa do estado.
As noticias chegaram ao Bispo Dom Joaquim José Vieira, Padre Cícero foi chamado a Fortaleza para dar explicações sobre o acontecimento.
Dom José ouviu o Padre Cícero e convocou varias comissões para estudar o caso. Alguns foram a favor, outros contra e por fim concluíram que não houve milagre.
O povo protestou, Padre Cícero e outros padres também, e o relatório foi enviado a Roma. Padre Cícero Romão Batista teve a suspensão da Ordem.
Proibido de celebrar, Padre Cícero ingressou na vida política da cidade, foi padrinho de milhares de crianças, participou da emancipação política de Juazeiro, e o seu 1º Prefeito também chegou a Deputado Federal.
Sua casa era visitada por romeiros, sacerdotes, políticos e era grande o numero de correspondências recebidas e todas eram por ele respondidas.
No ano de 1926, teve um único encontro com o Rei do Cangaço o temível – Lampião – e para ele deu um único conselho – “Deixar a vida no Cangaçeiro”.
Padre Cícero foi o maior benfeitor de Juazeiro: trouxe para Juazeiro os Padres Salesianos e os Capuchinhos, doou o terreno para o 1º campo de futebol, construiu várias capelas, incentivou a fundação do 1º Jornal local (O Rebate), fundou a associação dos empregados no comércio, construiu o orfanato Jesus, Maria, José; estimulou a expansão da agricultura com novas técnicas de Plantio, dinamizou o trabalho dos artesãos como fonte de renda, instalou a Escola Normal Rural e levou os trabalhos dos artesãos para exposição no Rio de Janeiro.
Transformou Juazeiro do Norte numa das mais importantes cidades do Ceará, e conhecida em todo o Brasil.
Pe. Cícero morreu aos 90 anos, no dia 20 de Julho de 1934, seu sepultamento foi gigantesco, uma multidão se comprimia para a despedida do Padim Ciço. Morreu sem ter revogação de sua sentença.
Padre Cícero é uma das figuras mais biografadas do mundo. Sobre ele existem mais de duzentos livros sem falar nos artigos de jornais e revistas.
Juazeiro é visitado anualmente por 2,5 milhões de Romeiros.
Nosso Papa Bento XVI é um grande incentivador da causa de beatificação Pe. Cícero, com grande expectativa aguardamos o pronunciamento da Santa Sé e ai sim com todo o povo nordestino chamaremos: O Santo Cícero Romão Batista de todos os brasileiros.
Amém

4 comentários:

Márcio disse...

Obrigado pelas informaçoes, foram de grande valia!

Paz e Bem


Marcio Antonio Reiser OFS

Fernando Azevedo disse...

Nenhum papa excomungou o Padre Cícero, quem afirma o contrário, deve exibir a bula da excomunhão. O Padre Cícero foi silenciado por questões relativas à prudência, que se deve ter no caso de milagres, etc. E mesmo assim, foi uma decisão da Igreja local, do bispo de Crato; não da Sé Universal, nem do magistério de São Pedro. O padre Cícero já é santo pela aclamação popular. Seu maior milagre é Juazeiro, e as multidões que arrasta à religião católica. A canonização pode oficializar o culto das pessoas veneráveis; mas é Deus quem santifica, não o Papa. Jesus nos deu no Evangelho as características do verdadeiro profeta e por extensão do santo. "Pelos seus frutos, os conhecereis."

Fernando Azevedo disse...

Padre Cícero nunca foi excomungado. Até hoje, ninguém veio a público exibir a tal bula da sua excomunhão. Padre Cícero foi apenas suspenso de ordens, por decisão do bispo local. É fácil mentir, injuriar e usar de falácias para enegrecer a moral de uma pessoa que não pode mais defender-se. Dificil é apresentar uma simples bula de excomunhão e encerrar a discussão, provando o improvável. Padre Cícero é santo, pois que ninguém pode fazer as obras que fez, se Cristo não agir nele. Obras perduráveis, além de fecundas, na própria Igreja que é continuação da viva obra de Cristo na história. Tivessem essas pessoas que acusam o Padre Cícero, menos afã de defender suas opiniões suspeitas, que o ardor de santidade desse santo Padre...Poderiam elas comparecer diante da morte, como ele compareceu, com toda verdade, sabendo que ia encontrar-se com Deus, e ninguém o podia arguir de pecado. Julgar, acusar , é fácil...Mas o testemunho da boa consciência, a notória fama pública de honestidade, caridade para com os mais pobres; estão em defesa eterna do Padre Cícero, acima desses pobres juízes inautorizados, movidos por simples aleivosia e contumácia. O Padre Cícero sempre foi um filho obediente da Igreja! E mesmo perseguido por autoridades eclesiásticas, não se deixou seduzir pelo espírito de revolta. Antes foi mais voluntariamente humilhado, pois sabia que Deus era seu juiz, como o é de todos os atos humanos. Além da obediência, o Padre Cícero foi pobre, e observante da sagrada pureza e castidade. Muitos desses seus acusadores, não poderiam, sem corar; escreverem em seu testamento, como Padre Cícero escreveu: Desde a infância, até hoje, sempre guardei a continência e tive a pureza intacta! Só os santos possuem essa grandeza, que é também profundíssima humildade. A qual nada é - nem menos , nem mais - que a própria Verdade. Não é o Papa quem canoniza santos. É Deus - único Santo! - quem neles é glorificado. E o povo já o tem aclamado, Padre Cícero Romão Batista, meu santo padim! Como santo universal!

Fernando Azevedo disse...

Padre Cícero há de ser elevado à honra dos altares, já se pode rezar nesse sentido, e a fé há de conseguir do Bom Deus, por intercessão de Meu Santo Padim, o necessário milagre! Mas o podemos considerar milagroso, senão um taumaturgo dos grandes, em ter deixado como bem póstero, inamovível e prodigiosamente alicerçado; o bem espiritual de tantos dessa boa gente do povo de Deus pobre, desassistido, que acorre em multidões a Juazeiro, para agradecer suas graças e milagres. Os invejosos, os possuídos do demônio do farisaísmo, da casta das sinagogas e potestades dos sinédrios; esbravejam, espumejam, como sói fazerem desde Cristo, contra a escolha divina, sempre a recair sobre os pobres, os pequeninos. Que sabem os indoutos, os iletrados sertanejos, DESTA IGREJA DE ANÁTEMAS E ALTA TEOLOGIA, E FILOSOFIA ESCOLÁSTICA? Nada! Por outro lado, que SABE DEUS desses doutores e sábios e entendidos, a quem oculta sua divina sabedoria , revelada apenas aos simples? Fossem estes demagogos da pseudosantidade, os árbitros da graça e da santificação divinas, poucos na terra receberiam uma bênção, um milagre! Mas eis que o Onipotente, o Eterno, escolhe um Maximim e Melanie, uma Lúcia e um Francisco e uma Jacinta, uma Bernardette Soubirous...Assim como escolheu CÍCERO ROMÃO BATISTA, para presbítero de inegável obediência e imaculada castidade, e santa pobreza! Santo do Juazeiro, santo do mundo inteiro! Viva meu santo Padim Padre Cícero! E dó, e pena, de quem duvida de sua santidade!